Lojistas de Campo Grande estão de olho em um mercado de 20 milhões de consumidores. Eles querem usar a Rota Bioceânica para exportar e reduzir custos. A ideia é criar um voo direto e um plano de exportação que atenda Chile e Paraguai.
A articulação é liderada pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-CG). A meta é transformar a integração logística em negócios reais para o varejo sul-mato-grossense.
Em uma reunião no dia 8 de janeiro, na sede da CDL-CG, empresários e autoridades chilenas discutiram os detalhes. Eles falaram sobre a conexão aérea entre Campo Grande, Assunção e Iquique. Também trataram de um plano para capacitar lojistas locais a exportar diretamente. O objetivo é usar o corredor bioceânico para encurtar distâncias e baratear entregas, tornando o estado um polo fornecedor para a América Latina. Leia também como Riedel aposta na laranja para ampliar exportações de MS pela Rota Bioceânica
Lojistas de Campo Grande se mobilizam para exportar pela Rota Bioceânica
A CDL Campo Grande está na frente dessa articulação. Eles querem viabilizar o voo direto entre a capital e Iquique, no Chile. Além disso, pretendem estruturar um plano de exportação para alcançar 20 milhões de consumidores nos países da rota. A ideia é que lojistas de Mato Grosso do Sul abasteçam Chile e Paraguai com alimentos, bebidas, confecções e calçados.
“Se nós tivermos a capacidade e a inteligência de trazer pelo Pacífico, Campo Grande passa a ser a grande fornecedora do Brasil”, disse Adelaido Vila, presidente da CDL-CG. Ele explicou que a entidade trabalha há três anos para conectar o varejo local às oportunidades da rota. “Primeira coisa, estamos buscando entender o que eles têm lá, quais as oportunidades efetivas; segundo, construir a rota aérea.”
A iniciativa tem apoio da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL-MS). A presidente Inês Santiago lembrou que já existe um voo entre Assunção e Iquique. Isso facilita a integração. “Já podemos começar os nossos negócios fomentando uma rota aérea e essa conexão importante com esses países.”
Voo direto Campo Grande – Iquique: a chave para a exportação
A conexão aérea entre as duas cidades é vista como essencial. Ela ajudaria a escoar produtos perecíveis e de alto valor agregado, como alimentos processados e confecções. Hoje, um passageiro que sai de Iquique para Campo Grande precisa passar por quatro operações de voo. As escalas em Santiago e Guarulhos encarecem e alongam a viagem.
O diretor da Aena em Mato Grosso do Sul, Usiel Vieira, contou que a empresa está avaliando a viabilidade da rota internacional. “A gente é chamado aqui no Mato Grosso do Sul de porta de entrada para o Mercosul. Imagina que a gente consegue fazer isso com apenas um ou dois voos”, afirmou.
O governador da região de Tarapacá, no Chile, José Miguel Carvajal Gallardo, participou da reunião. Ele reforçou o potencial da parceria. “O projeto corredor bioceânico é o projeto latino-americano mais importante do ponto de vista geopolítico das últimas décadas”, declarou.
Plano de exportação: capacitação e logística integrada
Além da rota aérea, a CDL Campo Grande planeja capacitar os lojistas para o comércio exterior. Serão oferecidos cursos sobre barreiras tarifárias, documentação sanitária e estratégias de negociação. A ideia é que os empresários locais comprem diretamente de fornecedores chilenos, cortando intermediários.
“Quando começamos a fazer uma compra direta, o ganho passa a ser diferenciado”, explicou Adelaido Vila. Também está em estudo a criação de um hub logístico em Campo Grande. Ele serviria para consolidar cargas com destino ao Chile, usando o corredor bioceânico como rota terrestre complementar ao voo.
Foi firmado o compromisso de formar um grupo de 100 empresários para visitar o Chile. Eles vão conhecer de perto as oportunidades de negócio e as demandas do mercado local. A ponte da Bioceânica entre Brasil e Paraguai está em construção, com previsão de junção das aduelas para 14 ou 15 de julho. Isso deve acelerar a integração logística. Veja como as Paralimpíadas Escolares 2026 em Campo Grande reúnem 230 estudantes-atletas de 20 cidades de MS
Impacto econômico e perspectivas para Mato Grosso do Sul
A Rota Bioceânica pode gerar um aumento significativo nas vendas do comércio local. O mercado de 20 milhões de consumidores na América Latina está no horizonte. O fortalecimento da economia regional deve vir acompanhado da geração de empregos diretos e indiretos, especialmente em logística, transporte e indústria.
Lojistas de Mato Grosso do Sul já exportam para o Chile por meio de feiras e rodadas de negócios. Mas a expectativa é que a conexão aérea e a capacitação ampliem esse fluxo. Os próximos passos incluem a definição da rota aérea e a formalização de parcerias público-privadas entre os governos estadual e federal, além de companhias aéreas. Confira como o preço de aplicativo dispara em Campo Grande antes de Brasil x Japão pela Copa do Mundo 2026
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Perguntas frequentes
O que é a Rota Bioceânica? É um corredor logístico que liga o Brasil ao Oceano Pacífico, passando pelo Paraguai, Argentina e Chile. Em Mato Grosso do Sul, a rota parte de Porto Murtinho, com uma ponte em construção sobre o Rio Paraguai.
Como os lojistas de Campo Grande podem exportar para o Chile? Através da CDL-CG, que está articulando voos diretos e cursos de capacitação. O plano inclui visitas ao Chile e parcerias com entidades.
Quando o voo direto Campo Grande – Iquique deve começar? As negociações estão em andamento, sem data definida.
Quais produtos podem ser exportados? Alimentos processados, bebidas, confecções, calçados e produtos de alto valor agregado, especialmente os perecíveis que se beneficiam do transporte aéreo.
Qual o impacto econômico esperado? Abertura de mercado para 20 milhões de consumidores, com potencial de incremento nas vendas do comércio local e geração de empregos.