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Riedel aposta na laranja para ampliar exportações de MS pela Rota Bioceânica

Riedel aposta na laranja para ampliar exportações de MS pela Rota Bioceânica

O governador Eduardo Riedel aposta na laranja como o próximo motor da economia de Mato Grosso do Sul. Durante o evento Dia Tarapacá MS Brasil, que celebrou três anos de parceria comercial com a Região de Tarapacá, no Chile, Riedel anunciou que o estado se prepara para se tornar um polo exportador de suco concentrado de laranja. A Rota Bioceânica será o principal corredor logístico para o mercado asiático — um caminho que pode encurtar distâncias e baratear custos.

A meta é ambiciosa: alcançar 100 mil hectares de citricultura até 2030. A instalação de uma fábrica de suco da chilena Arauco em Inocência deve ajudar. A estratégia busca diversificar a matriz produtiva do estado, gerar milhares de empregos e reduzir o trajeto até os maiores consumidores do mundo. A seguir, os detalhes do plano que promete transformar o agronegócio sul-mato-grossense.

Plano do governo: citricultura de 100 mil hectares e fábrica de suco em Inocência

Eduardo Riedel não esconde o entusiasmo com o potencial da laranja. Durante o evento em Campo Grande, afirmou: "A próxima cadeia produtiva que estará em destaque, que está chegando muito forte ao Estado, é a da laranja." A declaração veio acompanhada de números robustos: atualmente, Mato Grosso do Sul já conta com mais de 15 mil hectares de pomares e cerca de 7 milhões de mudas cultivadas.

A grande virada virá com a parceria público-privada envolvendo a chilena Arauco. A empresa instalará sua primeira fábrica de suco concentrado no Brasil, no município de Inocência. A expectativa é que a construção da unidade gere cerca de 14 mil empregos no pico das obras. "Mato Grosso do Sul terá uma plataforma de produção de suco de laranja concentrado", declarou Riedel, projetando um horizonte de médio prazo: "Estamos olhando para os próximos dez anos como uma cadeia extremamente promissora."

Dados do plano:

  • Área plantada atual: 15 mil hectares.
  • Meta até 2030: 100 mil hectares.
  • Empregos na obra (pico): 14 mil vagas.
  • Investimentos privados em MS: R$ 81 bilhões (contexto geral do estado).

Rota Bioceânica: redução de distâncias e custos logísticos para a Ásia

O grande trunfo logístico dessa aposta é a Rota Bioceânica. Esse corredor rodoviário ligará o Atlântico ao Pacífico, passando por Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, até os portos de Antofagasta e Iquique. Para Riedel, o projeto é histórico: "Estamos vivendo um momento histórico. Este é o maior movimento geopolítico da América Latina."

Atualmente, apenas 2,2% da receita das exportações de Mato Grosso do Sul têm como destino o Chile. Com a nova rota, a expectativa é que esse percentual cresça exponencialmente, especialmente para o escoamento do suco concentrado de laranja. A redução na distância marítima para a Ásia é impressionante: 9,7 mil km a menos, o que pode encurtar o transporte para a China em 12 a 17 dias.

Vantagens logísticas:

  • Redução de rota: 9,7 mil km a menos.
  • Tempo economizado: 12 a 17 dias para a China.
  • Rotas alternativas: Sai da rota tradicional pelo Canal do Panamá.
  • Menor custo de frete: Impacto direto na competitividade do suco de laranja.

Potencial da citricultura em MS: clima, terra e tecnologia

Mato Grosso do Sul reúne condições naturais e tecnológicas que o credenciam como uma nova fronteira para a citricultura. O clima é favorável, com chuvas bem distribuídas e solos propícios para o cultivo de laranja. Além disso, áreas já degradadas podem ser recuperadas com a plantação de pomares, alinhando produção agrícola com sustentabilidade.

O estado já possui experiência consolidada em culturas perenes, como soja e milho, que pode ser adaptada para a laranja. O uso de tecnologia irrigada e variedades resistentes a pragas também faz parte do pacote de inovação. Com o suporte da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), o governo planeja capacitar produtores e atrair investimentos.

Fatores que favorecem a citricultura:

  • Clima: Chuvas regulares e temperaturas amenas.
  • Solo: Propício para fruticultura, com potencial de recuperação de áreas degradadas.
  • Tecnologia: Irrigação e variedades resistentes a pragas.
  • Experiência: Base agrícola consolidada em culturas de alto valor.

Mercado asiático: demanda crescente por suco concentrado de laranja

O foco da produção de suco concentrado de laranja em MS é o mercado asiático, especialmente China e Japão, que importam grandes volumes do produto. O Brasil já é o maior exportador mundial de suco de laranja, mas Mato Grosso do Sul ainda tem uma participação tímida. Com a fábrica da Arauco em Inocência e a Rota Bioceânica, o estado pode oferecer um produto mais fresco e com menor prazo de entrega.

O suco concentrado tem alto valor agregado e longa vida de prateleira, características que o tornam ideal para a logística de longa distância. "Mato Grosso do Sul terá uma plataforma de produção de suco de laranja concentrado", repetiu Riedel, reforçando o potencial de agregar valor à produção primária.

Dados de mercado:

  • Maior exportador mundial: Brasil.
  • Mercados-alvo: China e Japão.
  • Diferencial: Menor prazo de entrega graças à Rota Bioceânica.
  • Valor agregado: Suco concentrado tem maior rentabilidade que a fruta in natura.

Desafios e próximos passos: infraestrutura, logística e parcerias

Apesar do otimismo, o caminho para transformar Mato Grosso do Sul em um polo exportador de laranja exige superar desafios. A infraestrutura rodoviária e ferroviária precisa ser ampliada para conectar as áreas produtoras ao corredor bioceânico. Além disso, a parceria público-privada será essencial para viabilizar a fábrica de suco e os 100 mil hectares de pomares.

O governo já estuda a capacitação de mão de obra local, especialmente em regiões que podem se beneficiar da interiorização do crescimento. Estudos de viabilidade econômica e ambiental estão em andamento, com a participação da Semadesc e de investidores privados.

Principais desafios:

  • Infraestrutura: Rodovias e ferrovias para conectar produção ao corredor.
  • Parcerias: Público-privadas para viabilizar a fábrica e os pomares.
  • Mão de obra: Capacitação local para a citricultura.
  • Estudos: Viabilidade econômica e ambiental em andamento.

Impacto econômico e social para Mato Grosso do Sul

A aposta na laranja pode gerar um impacto transformador na economia sul-mato-grossense. Além dos 14 mil empregos diretos na construção da fábrica, a cadeia produtiva deve gerar milhares de vagas no campo e na indústria, contribuindo para a diversificação da matriz produtiva do estado, que hoje depende fortemente de commodities como soja e carne.

O fortalecimento da balança comercial é outro ponto positivo. Com a redução de distâncias via Rota Bioceânica, Mato Grosso do Sul pode se tornar um hub de exportação de suco concentrado para a Ásia, gerando divisas e desenvolvimento regional. O estado já ostenta a terceira menor taxa de extrema pobreza do Brasil, e a citricultura pode ajudar a manter essa trajetória positiva.

Benefícios esperados:

  • Empregos: Milhares de vagas no campo e na indústria.
  • Diversificação: Redução da dependência de commodities tradicionais.
  • Balança comercial: Aumento das exportações para a Ásia.
  • Desenvolvimento regional: Interiorização do crescimento econômico.

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Perguntas frequentes

1. O que é a Rota Bioceânica e como ela beneficia Mato Grosso do Sul? A Rota Bioceânica é um corredor rodoviário que liga o Oceano Atlântico ao Pacífico, passando por Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. Para MS, ela reduz em 9,7 mil km a rota marítima para a Ásia, encurtando o transporte para a China em 12 a 17 dias, o que torna o estado mais competitivo para exportar suco concentrado de laranja.

2. Qual é o papel da empresa Arauco no plano de citricultura de MS? A chilena Arauco instalará sua primeira fábrica de suco concentrado no Brasil, em Inocência. A construção deve gerar cerca de 14 mil empregos no pico das obras, e a unidade será a principal processadora da produção de laranja do estado, voltada para exportação.

3. Quantos hectares de laranja MS pretende plantar até 2030? A meta do governo é alcançar 100 mil hectares de pomares de laranja até 2030. Atualmente, o estado já possui mais de 15 mil hectares em produção e cerca de 7 milhões de mudas cultivadas.

4. Quais são os principais mercados para o suco concentrado de laranja de MS? O foco é o mercado asiático, especialmente China e Japão, que são grandes importadores de suco concentrado. A Rota Bioceânica permite oferecer um produto mais fresco e com menor prazo de entrega em comparação com a rota tradicional pelo Canal do Panamá.

5. Quais são os principais desafios para o sucesso do plano? Os principais desafios incluem a necessidade de investimentos em infraestrutura rodoviária e ferroviária, a capacitação de mão de obra local, a viabilização de parcerias público-privadas e a realização de estudos de viabilidade econômica e ambiental.

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