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Família acredita que motociclista teve convulsão antes de bater em muro em Campo Grande

Família acredita que motociclista teve convulsão antes de bater em muro em Campo Grande

A família de Matheus de Oliveira Andrade, de 27 anos, vive um misto de dor e indignação após o acidente de moto Campo Grande que tirou sua vida na noite de quarta-feira (19). O jovem pilotava uma Honda Bros quando perdeu o controle da direção, bateu no meio-fio do canteiro central e colidiu contra o muro de um imóvel no cruzamento da Rua Carangola com a Avenida Conde de Boavista, no Jardim São Conrado.

Para os parentes, a fatalidade não foi um simples descuido. Matheus sofria de crises convulsivas desde a infância e fazia uso de medicação controlada. A suspeita é que ele tenha sofrido uma convulsão ao dirigir moto, perdendo a consciência segundos antes da batida. O caso foi registrado pela polícia como sinistro de trânsito com vítima fatal provocado pela própria vítima, mas a família espera que o laudo pericial confirme a causa real da perda de controle.

Resumo do acidente

  • Motociclista morreu após colidir com um muro no bairro Jardim São Conrado, em Campo Grande (MS).
  • Acidente ocorreu na quarta-feira (19), por volta das 21h20.
  • Vítima foi identificada como Matheus de Oliveira Andrade, 27 anos.
  • Equipes da Polícia Militar, Depac Cepol e Perícia Técnica foram acionadas, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

De acordo com a ocorrência, Matheus bateu no meio-fio do canteiro central antes de atingir o muro. Ele morreu no local. A esposa ligou para a irmã da vítima por volta das 21h30, ainda sem saber da gravidade.

Família suspeita de convulsão

A irmã de Matheus, Vitória de Oliveira Andrade, de 25 anos, contou à reportagem que o medo de uma crise enquanto pilotava era constante. O jovem trabalhava descarregando caminhão e estava a poucas quadras de casa quando o acidente aconteceu.

"Desde pequeno ele tinha crises. Estava atrás da aposentadoria, mas demora. Mas como tinha dois filhos pequenos, ele trabalhava. Sempre tivemos medo das crises porque ele andava de moto", desabafou Vitória.

A família acredita que ele tenha perdido a consciência na direção. "Ele trabalhava descarregando caminhão. Cumpria a rotina até tarde, mas estava a poucas quadras de casa. Minha cunhada foi lá no local, nós não, parece que foram muitas fraturas. A gente acha que ele acabou acelerando por conta da convulsão", explicou.

Vitória descreveu o irmão como um homem simples e trabalhador, que sonhava em voltar a tocar na igreja. "Ele queria voltar a tocar na igreja. Infelizmente foi o primeiro acidente. Era um bom menino, não fumava, não bebia, não brigava com ninguém", lamentou.

Os parentes agora aguardam o laudo do Instituto Médico Legal (IML) para confirmar se a convulsão foi determinante para a morte de motociclista em acidente de trânsito MS. O resultado pode ajudar a esclarecer a dinâmica do acidente e, possivelmente, reclassificar a ocorrência.

Debate sobre saúde e segurança no trânsito

O caso de Matheus reacende um alerta importante: pessoas com condições de saúde que podem causar perda súbita de consciência — como epilepsia — correm risco ao dirigir. Mesmo com tratamento, crises podem ocorrer de forma imprevisível, transformando uma rotina comum em uma tragédia. Casos recentes na cidade mostram como situações de risco se repetem, como o pátio da Defurv com motos velhas virando criadouro de dengue, onde a falta de manutenção adequada também expõe a população a perigos silenciosos.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) exige que condutores declarem aptidão física e mental para obter ou renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). No entanto, muitas condições são subnotificadas, seja por medo de perder a habilitação, seja pela demora nos processos de avaliação médica. A pressa em rotular e a dificuldade de lidar com diagnósticos complexos também aparecem em outras áreas da saúde, como aponta o portal de psicanálise, que discute o impacto dos rótulos na vida das pessoas.

Médicos reforçam que pacientes com crises recorrentes devem evitar dirigir até que o quadro esteja controlado e liberado por um especialista. A falta de acompanhamento periódico pode transformar um veículo em uma arma potencial, tanto para o condutor quanto para terceiros.

A morte do motociclista também levanta a discussão sobre a necessidade de avaliações médicas mais frequentes para condutores, especialmente aqueles que usam motocicletas como ferramenta de trabalho. No caso de Matheus, ele usava a moto para se deslocar até o emprego, mas a família sempre conviveu com o receio de que uma crise pudesse acontecer no pior momento.

Como prevenir acidentes causados por problemas de saúde

  • Manter acompanhamento médico regular e seguir rigorosamente o tratamento prescrito.
  • Suspender a direção se houver risco de crises súbitas, mesmo que temporariamente.
  • Informar o Detran sobre qualquer condição de saúde que possa afetar a capacidade de dirigir.
  • Usar capacete e equipamentos de proteção, que podem salvar vidas em caso de acidente.
  • Conhecer os sinais de alerta e buscar ajuda médica ao menor sinal de problema.

A história de Matheus é um retrato de milhares de trabalhadores que usam a motocicleta para trabalhar, mas que convivem com condições de saúde que exigem cuidados redobrados. A família, agora, além de lidar com o luto, espera que o caso sirva de alerta para que outras vidas não sejam perdidas da mesma forma.

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Perguntas frequentes

O que aconteceu com o motociclista em Campo Grande? Matheus de Oliveira Andrade, de 27 anos, perdeu o controle da moto, bateu no canteiro central e colidiu contra um muro no Jardim São Conrado, morrendo no local. A família suspeita que ele tenha sofrido uma convulsão enquanto pilotava.

Qual era o histórico de saúde da vítima? Matheus sofria de crises convulsivas desde a infância e tomava medicação controlada. A família sempre teve receio de que ele tivesse uma crise enquanto conduzia a motocicleta.

Como o caso foi registrado pela polícia? A ocorrência foi registrada como sinistro de trânsito com vítima fatal provocado pela própria vítima. A Perícia Técnica foi acionada e o laudo do IML deve esclarecer a causa da morte.

Pessoas com epilepsia podem dirigir? Sim, desde que a condição esteja controlada e haja liberação médica. O CTB exige aptidão física e mental para conduzir veículos, mas é fundamental que o condutor informe qualquer condição de saúde ao Detran e siga o tratamento corretamente.

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