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Sem luz desde quinta, moradores fecham rua com galhos no Parque Dallas e cobram Energisa

Sem luz desde quinta, moradores fecham rua com galhos no Parque Dallas e cobram Energisa

Moradores do bairro Parque Dallas, na região das Três Barras, em Campo Grande, fecharam o cruzamento das Ruas Nicomedes Vieira de Rezende com Felipe Camarão na manhã deste domingo (13). O protesto usa galhos de árvores empilhados sobre o asfalto para cobrar solução para a falta de energia no Parque Dallas, que atinge trechos isolados da vizinhança desde o temporal de 10 de setembro.

A manifestação bloqueou todos os lados do cruzamento. Segundo os organizadores, será mantida por tempo indeterminado, sem previsão de liberação até que a concessionária resolva o problema. Enquanto a reportagem esteve no local, uma equipe da Energisa atuava em um dos postes da região.

Protesto e bloqueio: moradores fecham rua com galhos no Parque Dallas

O ato começou cedo e reuniu moradores de várias casas afetadas pela interrupção. A escolha dos galhos não foi aleatória: eles vieram das árvores da região.

O problema, explicam os moradores, não é generalizado. A falta de energia atinge apenas algumas ruas específicas e pontos isolados, o que, na avaliação dos manifestantes, tem dificultado o atendimento.

"Como são algumas casas, a gente foi ficando pra trás, porque na outra região ali tem luz", relata a moradora Andréa Armôa.

"Não é o bairro inteiro, são algumas casas. E isso que tá dificultando, porque como é um ponto mais isolado, eles entendem que o bairro tem luz", completa.

Segundo os relatos, uma equipe da Energisa esteve na área para realizar reparos, mas o transformador voltou a apresentar falhas logo em seguida.

Falta de energia no Parque Dallas: cronologia e impacto do temporal de 10 de setembro

O temporal de 10 de setembro atingiu Campo Grande e danificou a rede elétrica em diversas regiões da capital. No Parque Dallas, a interrupção atinge trechos da vizinhança desde então. Para quem quer entender melhor a cidade e seus bairros, vale conferir o guia definitivo com os principais pontos turísticos da capital de MS.

A cronologia relatada pelos próprios afetados é confusa justamente porque o problema se arrasta e retorna. A moradora Elza Alves Martins afirma que está sem energia desde quinta-feira. O bloqueio, porém, ocorreu no domingo (13), o que mostra que a insatisfação se acumulou ao longo de vários dias.

Os manifestantes afirmam que já procuraram a Energisa por diversos canais, sem resposta satisfatória.

Impactos na vida dos moradores: perdas financeiras e riscos à saúde

Além do desconforto, a interrupção tem custo concreto. A moradora Aparecida Natalina estima perdas financeiras entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil com produtos que estragaram na geladeira e encomendas que não pôde entregar.

"Todo o estoque de carne que eu tinha, comidas prontas que eu tinha e tive que fazer muita devolução de encomendas de bolo que não foi possível realizar, e bolos prontos também", conta.

O caso mais grave envolve saúde. Elza Alves Martins depende de insulina armazenada sob refrigeração. Sem energia, o medicamento estragou.

"Eu uso insulina controlada. Já estragou. Não tá dando nem pra tomar mais."

"Eu já tô até passando mal já de ficar sem tomar o remédio. Ontem mesmo eu fiquei travada, não conseguia dormir, não conseguia comer. A gente pagar energia certinho e ficar sem energia desde quinta-feira, não tem condições", desabafa.

A situação expõe um problema recorrente em áreas periféricas e isoladas: quando a falha atinge poucas casas, o reparo tende a demorar mais do que em ocorrências de grande porte, que mobilizam equipes e chamam atenção.

Direitos do consumidor: o que diz a lei sobre falta de energia e ressarcimento

A legislação brasileira prevê prazos e compensações para casos como o do Parque Dallas. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabelece limites máximos para restabelecimento do serviço, e o descumprimento pode gerar compensação automática na fatura do consumidor.

  • Interrupções individuais devem ser resolvidas em até 24 horas.
  • Ocorrências emergenciais em áreas urbanas têm prazo de 4 horas.
  • O descumprimento gera direito a compensação na fatura.
  • Equipamentos queimados podem ser ressarcidos pela concessionária, desde que o consumidor comprove o dano e a relação com a falha no fornecimento.
  • A distribuidora tem 15 dias para responder ao pedido de ressarcimento. Em caso de negativa, o consumidor pode recorrer à Aneel ou ao Procon.

Especialistas em defesa do consumidor recomendam reunir provas: fotos e vídeos dos equipamentos danificados, notas fiscais de compra e, quando possível, registro de boletim de ocorrência. No caso de medicamentos perdidos, como a insulina citada pelos moradores, laudos médicos e receitas ajudam a comprovar o prejuízo.

A reportagem segue acompanhando o caso e o posicionamento da Energisa sobre o restabelecimento no Parque Dallas.

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Perguntas frequentes

Qual rua foi bloqueada no protesto do Parque Dallas? O cruzamento das Ruas Nicomedes Vieira de Rezende com Felipe Camarão, na região das Três Barras, em Campo Grande.

Desde quando os moradores estão sem energia? A interrupção atinge trechos da vizinhança desde o temporal de 10 de setembro. Uma moradora relata que está sem luz desde quinta-feira.

Por que o protesto foi feito com galhos de árvores? Os galhos foram usados para bloquear todos os lados do cruzamento.

O bairro inteiro está sem luz? Não. Segundo os moradores, apenas algumas ruas e pontos isolados seguem sem energia, o que eles apontam como motivo da demora no atendimento.

Quem pode pedir ressarcimento por equipamentos queimados? Todo consumidor que comprove que o dano foi causado por falha no fornecimento. A distribuidora tem 15 dias para responder ao pedido.

Qual o prazo legal para a concessionária restabelecer a energia? Em áreas urbanas, a Aneel prevê até 24 horas para interrupções individuais e 4 horas para ocorrências emergenciais.

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