Campo Grande é o palco, entre esta sexta-feira (3) e o domingo (5), das Paralimpíadas Escolares de Mato Grosso do Sul 2026, considerada a maior competição esportiva escolar voltada a estudantes-atletas com deficiência do Estado. O evento reúne 230 estudantes-atletas de 20 municípios sul-mato-grossenses, que disputam provas em cinco modalidades paralímpicas ao longo de três dias na capital.
Conhecida pela sigla PARAESC, a competição é promovida pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte), vinculada à Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc). A proposta é incentivar a inclusão, o desenvolvimento esportivo e a participação de estudantes com deficiência no esporte escolar do Estado.
Abertura no Círculo Militar nesta sexta
A cerimônia oficial de abertura das Paralimpíadas Escolares está marcada para as 19h desta sexta-feira (3), no Círculo Militar, localizado na Avenida Afonso Pena, nº 107, no bairro Amambaí, em Campo Grande. O mesmo espaço concentra parte das disputas e também recebe, no sábado (4), às 19h, a escolha da Miss e do Mister PARAESC, um dos momentos de confraternização tradicionais da competição.
A reunião de atletas de diferentes regiões na capital dá a dimensão do alcance estadual do evento. Ao todo, 20 municípios estão representados: Alcinópolis, Amambai, Aquidauana, Bataguassu, Brasilândia, Campo Grande, Caarapó, Chapadão do Sul, Corumbá, Dourados, Juti, Mundo Novo, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã, Rio Brilhante, Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste, Sidrolândia e Três Lagoas. A lista abrange desde a fronteira com o Paraguai, em Ponta Porã, até o Pantanal, em Corumbá, e a região leste do Estado, em Três Lagoas.
Quem pode competir
As Paralimpíadas Escolares de Mato Grosso do Sul são destinadas a estudantes-atletas com deficiência física, intelectual, visual e auditiva, na faixa etária de 11 a 18 anos. A abrangência das categorias reflete o formato do paradesporto escolar, que busca oferecer classificação e disputas adequadas a diferentes tipos de deficiência, garantindo condições de competição entre os participantes.
Ao reunir 230 estudantes-atletas nessa faixa etária, o evento funciona também como uma porta de entrada para o esporte de rendimento. Competições escolares desse porte costumam servir de vitrine para a identificação de novos talentos e para o encaminhamento de estudantes a etapas nacionais do paradesporto estudantil.
As cinco modalidades e onde acontecem
A programação esportiva das Paralimpíadas Escolares 2026 está distribuída em cinco modalidades paralímpicas: atletismo, bocha, natação, badminton e tênis de mesa. As disputas ocorrem em quatro espaços diferentes de Campo Grande, o que exige logística de deslocamento e organização ao longo do fim de semana.
Atletismo no Parque Ayrton Senna
As provas de atletismo acontecem no Parque Ayrton Senna, um dos principais complexos esportivos da capital. A modalidade é uma das mais tradicionais do movimento paralímpico e concentra provas de pista e de campo adaptadas às diferentes classificações funcionais dos atletas.
Natação no Rádio Clube Cidade
A natação, outra modalidade de destaque do paradesporto, tem como sede o Rádio Clube Cidade. As disputas na piscina reúnem estudantes-atletas das diferentes categorias de deficiência previstas na competição.
Bocha no Ginásio Moreninho
O Ginásio Moreninho recebe as disputas de bocha, modalidade paralímpica que ganhou visibilidade nas últimas edições dos Jogos Paralímpicos e que tem forte apelo de inclusão por permitir a participação de atletas com deficiências severas, inclusive com o uso de instrumentos de auxílio.
Badminton e tênis de mesa no Círculo Militar
O Círculo Militar, além de sediar a abertura, concentra as disputas de badminton e de tênis de mesa. As duas modalidades de raquete complementam o quadro competitivo do evento e reúnem parte significativa dos estudantes-atletas inscritos.
Inclusão como eixo do evento
O objetivo declarado das Paralimpíadas Escolares, segundo a organização, é incentivar a inclusão, o desenvolvimento esportivo e a participação de estudantes com deficiência no esporte escolar. A realização da competição na capital, com repercussão em municípios de todas as regiões de Mato Grosso do Sul, reforça o papel do esporte estudantil como ferramenta de integração e de formação de jovens.
Para as cidades do interior, a participação nas Paralimpíadas Escolares representa reconhecimento ao trabalho desenvolvido em escolas e projetos locais de paradesporto. Municípios menores, como Alcinópolis, Juti e Mundo Novo, aparecem na mesma lista de cidades de maior porte, como Dourados, Corumbá e Três Lagoas, o que demonstra a capilaridade da iniciativa pelo território sul-mato-grossense.
Um fim de semana de esporte escolar na capital
Entre a abertura na sexta-feira, as disputas ao longo do sábado e do domingo e atividades de confraternização como a escolha da Miss e do Mister PARAESC, as Paralimpíadas Escolares movimentam quatro espaços de Campo Grande e colocam o paradesporto estudantil no centro da agenda esportiva do Estado neste início de julho.
Com 230 estudantes-atletas, 20 municípios e cinco modalidades, a edição de 2026 mantém a competição como a maior do gênero em Mato Grosso do Sul. A promoção fica a cargo do Governo do Estado, por meio da Fundesporte e da Setesc, responsáveis pela organização e pela estrutura do evento na capital.
O acompanhamento das provas e dos resultados ao longo do fim de semana permite dimensionar o crescimento do paradesporto escolar no Estado e o alcance de uma política que, ano a ano, busca ampliar o número de estudantes com deficiência praticando esporte nas redes de ensino sul-mato-grossenses.