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PF prende suspeito de envolvimento em morte de indígena tentando destruir provas

PF prende suspeito de envolvimento em morte de indígena tentando destruir provas

A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (16 de abril), um segurança particular suspeito de envolvimento na morte de um indígena em Mato Grosso do Sul. A ação ocorreu durante o cumprimento de um mandado da Operação Teko Porã II, quando o homem tentava destruir provas do homicídio.

Wellington Guerreiro Vicente, de 32 anos, foi detido em Iguatemi (a 410 km de Campo Grande) após quebrar o próprio celular e jogá-lo na caixa de descarga do banheiro. A prisão aconteceu num momento crítico da investigação, que busca esclarecer o assassinato ocorrido em novembro do ano passado na área de retomada Pyelito Kue.

Prisão em flagrante durante destruição de provas

A Polícia Federal prendeu em flagrante um segurança particular suspeito de envolvimento na morte de um indígena em Mato Grosso do Sul. O suspeito foi detido enquanto tentava destruir evidências do homicídio, ocorrido na região de Pyelito Kue, em Iguatemi.

A ação faz parte da Operação Teko Porã II, que investiga conflitos fundiários e crimes contra indígenas na região. De acordo com a PF, Wellington Guerreiro Vicente foi surpreendido pelos agentes enquanto tentava se desfazer do aparelho celular, que continha mensagens e arquivos relevantes para a investigação.

“O suspeito agiu de forma deliberada para obstruir a Justiça. Ao quebrar o celular e jogá-lo no vaso sanitário, ele tentou eliminar provas que poderiam ligá-lo ao homicídio”, informou a Polícia Federal em nota.

Detalhes da operação e do crime

A vítima, identificada como Vicente Fernandes Vilhalva, de 36 anos, foi morta a tiros em meio a tensões por disputa de terras. O homicídio ocorreu em 16 de novembro de 2025, durante um conflito na área de retomada Pyelito Kue, em Iguatemi.

O suspeito, Wellington Guerreiro Vicente, é apontado como suspeito de envolvimento no crime e foi preso quando tentava se livrar de objetos relacionados ao homicídio.

O conflito que resultou na morte de Vicente também vitimou o vigilante Lucas Fernando da Silva, de 23 anos. A Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) afirmou que a bala que matou o indígena saiu de arma portada por Valdecir Alonso Brites, outro indígena preso em flagrante na ocasião.

Contexto do conflito fundiário em MS

A região de Pyelito Kue é palco de intensos conflitos entre indígenas Guarani-Kaiowá e fazendeiros, com histórico de violência. A morte de Vicente Fernandes Vilhalva ocorreu em meio a reintegrações de posse e disputas judiciais por terras tradicionalmente ocupadas.

A Operação Teko Porã II foi deflagrada para investigar uma série de crimes contra indígenas, incluindo homicídios e ameaças. A primeira fase da operação ocorreu em novembro de 2025, logo após o conflito que resultou em duas mortes.

A Justiça Federal proibiu forças policiais estaduais de atuarem na área de retomada Pyelito Kue, sob pena de multa de R$ 1 milhão por descumprimento. A decisão judicial busca evitar novos confrontos e garantir a segurança dos indígenas que ocupam a região.

Próximos passos da investigação

A Operação Teko Porã II continua em andamento, com o objetivo de responsabilizar todos os envolvidos na violência contra indígenas em Mato Grosso do Sul.

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Perguntas frequentes

Quem foi preso na Operação Teko Porã II? Wellington Guerreiro Vicente, de 32 anos, segurança particular suspeito de envolvimento na morte do indígena Vicente Fernandes Vilhalva.

O que ele fez para ser preso em flagrante? Ele tentou destruir provas quebrando o celular e jogando-o na caixa de descarga durante o cumprimento do mandado de busca.

Quando ocorreu o homicídio de Vicente Fernandes Vilhalva? Em 16 de novembro de 2025, durante um conflito na área de retomada Pyelito Kue, em Iguatemi.

Quantas pessoas morreram no conflito de novembro? Duas pessoas: o indígena Vicente Fernandes Vilhalva e o vigilante Lucas Fernando da Silva.

O que a Sejusp afirmou sobre a morte do indígena? Que a bala que matou Vicente saiu de arma portada pelo indígena Valdecir Alonso Brites, preso em flagrante.

Qual a distância de Iguatemi a Campo Grande? Aproximadamente 410 quilômetros.

Qual a multa imposta pela Justiça Federal por descumprimento da proibição de atuação policial na área? R$ 1 milhão.

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