A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul detalhou, em coletiva de imprensa, a operação que desarticulou um grupo de pistoleiros em Caarapó. Dois homens morreram em confronto e um terceiro foi preso entre os dias 9 e 11 de janeiro. Segundo o Batalhão de Choque, os três atuavam juntos em homicídios por encomenda na região, agindo como mercenários do crime.
As ações começaram após um pedido de reforço especializado por causa de uma sequência de homicídios na cidade. O major Cleyton da Silva Santos, do Batalhão de Choque, afirmou que o grupo era composto por executores e um articulador logístico.
PM detalha operação que desarticulou grupo de pistoleiros em Caarapó
A Polícia Militar divulgou detalhes da operação que resultou na morte de dois suspeitos e na prisão de um terceiro em Caarapó, Mato Grosso do Sul. Segundo a PM, os três homens agiam como pistoleiros, realizando homicídios por encomenda na região. O Batalhão de Choque foi acionado para a ação, que ocorreu entre os dias 9 e 11 de janeiro.
As ocorrências foram registradas em áreas distintas do município. A PM não confirmou vínculo com facção criminosa, mas apura possível participação em homicídios em São Paulo. A operação representa um duro golpe contra a pistolagem no interior do estado.
Identificação dos envolvidos: Gabriel Henrique Benites e Fábio Martines Caxilepe
Os três envolvidos foram identificados como Gabriel Henrique da Silva Claro Benites, de 21 anos; Fábio Martines da Silva (conhecido como Caxilepe); e Irineu Aguajo Lescano, de 43 anos. Gabriel e Fábio eram os executores dos homicídios, enquanto Irineu organizava a logística e armazenava as armas.
- Gabriel Henrique da Silva Claro Benites: morto em confronto no dia 11 de janeiro. Exibia armas em redes sociais.
- Fábio Martines da Silva (Caxilepe): preso no dia 9 de janeiro com uma pistola 9mm. É apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV) em Caarapó.
- Irineu Aguajo Lescano: morto em confronto no dia 10 de janeiro. Um revólver calibre .22 foi apreendido com ele.
“O Fábio, que foi preso, e o Gabriel, um dos mortos, executavam as pessoas. Eram matadores de aluguel. O Irineu era quem articulava a ação dos matadores”, afirmou o major Cleyton.
Atuação em homicídios por encomenda e ligação com o crime organizado
De acordo com as investigações, o trio atuava de forma coordenada em homicídios por encomenda na região de Caarapó e cidades vizinhas. A PM não confirmou vínculo com facção criminosa, mas apura possível participação em homicídios em São Paulo.
“O que foi preso era um dos que estavam diretamente ligados ao cumprimento dessa missão. O Lescano era o cara que organizava, e o Gabriel era o que ia de frente”, detalhou o major.
As execuções eram planejadas e executadas mediante pagamento, com alvos previamente selecionados. A operação foi desencadeada após pedido de reforço especializado devido a uma sequência de homicídios em Caarapó.
Detalhes do confronto e apreensões
As ocorrências ocorreram em três dias consecutivos:
- 9 de janeiro: prisão de Fábio Martines da Silva. Com ele, foi apreendida uma pistola 9mm.
- 10 de janeiro: morte de Irineu Aguajo Lescano após confronto. Um revólver calibre .22 foi apreendido.
- 11 de janeiro: morte de Gabriel Henrique da Silva Claro Benites após confronto. Ele exibia armas em redes sociais.
Ao todo, três armas de fogo foram apreendidas. A terceira arma não foi especificada pela PM. Também foram recolhidos munições, celulares e uma quantia em dinheiro.
“A vinculação com facção a gente não tem. Mas sabe que eles eram cumpridores de missão, eram sicários, mercenários, trabalhavam como pistoleiros”, concluiu o major Cleyton.
Impacto na segurança pública e próximos passos
A PM considera a operação um duro golpe contra o crime de pistolagem na região de Caarapó. O preso, Fábio Martines, foi encaminhado ao sistema prisional e responderá por homicídios, associação criminosa e porte ilegal de armas. As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do grupo e contratantes dos crimes.
A ação do Batalhão de Choque reforça o combate ao crime organizado em Mato Grosso do Sul, especialmente em cidades do interior onde a pistolagem tem sido um problema recorrente.
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Perguntas frequentes
Quantas pessoas morreram e foram presas na operação? Duas pessoas morreram em confronto (Gabriel Henrique da Silva Claro Benites e Irineu Aguajo Lescano) e uma foi presa (Fábio Martines da Silva).
Qual era o papel de cada um no grupo de pistoleiros? Gabriel e Fábio eram os executores dos homicídios. Irineu organizava a logística e armazenava as armas.
O grupo tinha ligação com facções criminosas? A PM não confirmou vínculo direto com facções, mas apura possível participação em homicídios em São Paulo. Fábio é apontado como liderança do Comando Vermelho em Caarapó.
Quantas armas foram apreendidas? Três armas de fogo no total: uma pistola 9mm, um revólver calibre .22 e uma terceira não especificada.