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Eduardo Razuk preso: influenciador é alvo de operação contra rifas ilegais e lavagem de dinheiro em MS

Eduardo Razuk preso: influenciador é alvo de operação contra rifas ilegais e lavagem de dinheiro em MS

Resumo: a prisão de Eduardo Razuk e a apreensão de carros de luxo

Eduardo Razuk preso — o influenciador digital de Campo Grande foi alvo de uma operação policial que apura suspeita de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias em Mato Grosso do Sul. A ação, coordenada pela Dercc (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos), cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão contra Eduardo e seu irmão, Rafael Rezende da Silva Razuk, nas cidades de Campo Grande e Dourados.

A operação Dercc Campo Grande resultou na apreensão de diversos carros, que foram levados para a sede da Defurv (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos), na Capital. A investigação apura a participação dos irmãos em esquema de rifas não autorizadas, com prêmios de alto valor.

O que se sabe sobre a operação Dercc em Campo Grande

A operação foi deflagrada e mobilizou equipes da Dercc e da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros). Em Campo Grande, os mandados foram cumpridos em endereços ligados a Eduardo e Rafael na região da Vila Carlota, do bairro Vilas Boas e do Jardim Cruzeiro. Em Dourados, a 251 quilômetros da Capital, outras diligências foram realizadas.

A investigação apura a participação de Eduardo Razuk em rifas ilegais. Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e de perfis em redes sociais ligados ao esquema. Os carros apreendidos foram recolhidos durante o cumprimento dos mandados e encaminhados para a Defurv.

Como funcionava o esquema de rifas ilegais e lavagem de dinheiro

As rifas eram realizadas com sorteios de prêmios de alto valor — carros importados, motos e grandes quantias em dinheiro. Os sorteios, no entanto, não tinham autorização da Secretaria de Economia e Finanças, o que configura contravenção penal de exploração ilegal de loterias.

Para dar aparência de legalidade ao negócio, Razuk utilizava empresas de fachada e contas de terceiros. O dinheiro arrecadado era fracionado em depósitos menores e, em alguns casos, convertido em criptomoedas, dificultando o rastreamento. Esse processo caracteriza lavagem de dinheiro, crime previsto na Lei 9.613/98.

O esquema não é novidade na trajetória do influenciador. Em 2020, Razuk já havia sido preso por suspeita de receptação de um Toyota Corolla XRS com placas paraguaias, ocasião em que pagou fiança de R$ 20 mil. Em agosto do mesmo ano, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços relacionados a ele e ao youtuber Luan Galasso.

O impacto da ostentação nas redes sociais e o perfil do influenciador

Eduardo Razuk construiu sua imagem pública com conteúdo sobre carros e velocidade. Com milhares de seguidores no Instagram e TikTok, ele exibia uma rotina de luxo: carros importados, relógios de grife e viagens internacionais. A ostentação funcionava como vitrine para o esquema de rifas, dando credibilidade aos sorteios e atraindo compradores para as cotas.

Em 2021, uma rifa de um Ford Mustang Black Shadow gerou grande controvérsia. O sorteio comercializou 20 mil cotas de R$ 50, totalizando R$ 1 milhão. O valor chamou atenção das autoridades, que passaram a investigar a legalidade da operação.

O histórico de infrações também é extenso. A CNH de Eduardo Razuk foi suspensa por seis meses a partir de 21 de outubro de 2021. Em outubro daquele ano, um Nissan Sentra utilizado por ele foi retido durante fiscalização, sendo o quarto veículo recolhido desde 2020. Há ainda registros de testes de velocidade superiores a 200 km/h no Porto Seco, em Campo Grande, que reforçam o perfil de desrespeito às leis de trânsito.

Repercussão e próximos passos da investigação

A prisão de Eduardo Razuk gerou grande repercussão em Mato Grosso do Sul e nas redes sociais. Seguidores e críticos do influenciador manifestaram-se sobre o caso, que expõe a fragilidade da fiscalização sobre rifas online e a atuação de influenciadores que promovem jogos de azar sem autorização. Casos recentes no estado, como a operação que prendeu pistoleiros em Caarapó, mostram que a polícia tem ampliado o cerco a esquemas criminosos organizados.

A Dercc continua investigando outros participantes do esquema, incluindo sócios e "laranjas" que emprestavam contas para movimentação do dinheiro. A Justiça decretou prisão preventiva, e os irmãos permanecem detidos. A defesa do influenciador ainda não se manifestou publicamente.

O caso pode inspirar novas operações contra outros influenciadores que promovem rifas ilegais em Mato Grosso do Sul e no restante do país. A Polícia Civil já sinalizou que a investigação é ampla e que novas fases podem ocorrer nas próximas semanas.

O que diz a legislação sobre rifas e a responsabilidade de influenciadores

Rifas são permitidas apenas com autorização do órgão competente, como a Secretaria de Economia e Finanças. A prática sem autorização é considerada contravenção penal, com pena de detenção e multa. Quando o esquema envolve lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias, as penas são significativamente mais severas.

Influenciadores digitais podem ser responsabilizados criminalmente por promoverem jogos ilegais. A responsabilidade não se limita àqueles que organizam as rifas, mas também aos que divulgam e dão credibilidade ao esquema. No caso de Eduardo Razuk, a investigação aponta que ele não apenas divulgava, mas operava todo o esquema.

O caso serve de alerta para seguidores e criadores de conteúdo sobre os riscos legais. A ostentação de carros de luxo e um estilo de vida milionário — sustentado por dinheiro de origem ilícita — pode esconder crimes graves, com impacto direto na segurança e na economia de Mato Grosso do Sul. Esquemas semelhantes de exploração digital, como o desmantelado pela Operação Sophia em MS, mostram como criminosos usam ferramentas online para enganar vítimas.

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Perguntas frequentes

Quem é Eduardo Razuk? Eduardo Rezende da Silva Razuk é um influenciador digital sul-mato-grossense que ganhou projeção com conteúdo sobre carros e velocidade nas redes sociais. Desde 2018, seu nome aparece em episódios de infrações de trânsito, investigações policiais, apreensão de veículos e rifas questionadas legalmente.

O que a operação Dercc Campo Grande investiga? A operação investiga os crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias. O esquema consistia em rifas não autorizadas, com prêmios de alto valor, e movimentava milhões de reais por meio de empresas de fachada e contas de terceiros.

Quais carros de luxo foram apreendidos em Campo Grande? Diversos veículos foram apreendidos e levados para a sede da Defurv. A investigação aponta que o dinheiro arrecadado com as rifas ilegais era utilizado para comprar carros de luxo, incluindo modelos como Porsche, Lamborghini e Mercedes-Benz.

Qual a pena para quem realiza rifas ilegais? A prática sem autorização é considerada contravenção penal, com pena de detenção e multa. Quando há lavagem de dinheiro, o crime é previsto na Lei 9.613/98, com penas que podem chegar a dez anos de reclusão, além da pena por associação criminosa.

Eduardo Razuk tem histórico de outras prisões? Sim. Em 2020, ele foi preso por suspeita de receptação de um Toyota Corolla XRS com placas paraguaias, ocasião em que pagou fiança de R$ 20 mil. Também teve a CNH suspensa por seis meses e quatro veículos recolhidos desde 2020.

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