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Funai aciona PF para apurar ataques contra indígenas no MS

Funai aciona PF para apurar ataques contra indígenas no MS

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) acionou a Polícia Federal para apurar uma série de ataques contra indígenas no MS registrados a partir de 25 de outubro, data do segundo turno das eleições presidenciais que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva. As denúncias reúnem ameaças de envenenamento da água que abastece uma comunidade em Tacuru e um incêndio que atingiu a aldeia Jaguapiré, no mesmo município.

O caso ganhou visibilidade depois que a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) divulgou o conteúdo de áudios que circularam em grupos de WhatsApp. Um deles, atribuído a um servidor de Tacuru, traz uma ameaça explícita contra a população indígena. A Funai confirmou o acionamento da PF, mas não detalhou quantos procedimentos foram abertos nem prazos de conclusão. O cenário nacional também pesa na leitura do eleitor sul-mato-grossense, como mostra a pesquisa Datafolha Lula x Flávio Bolsonaro e o que ela revela para MS.

Funai aciona PF para investigar ataques contra indígenas no MS

A Funai repassou à Polícia Federal o material que recebeu sobre os episódios. O órgão indigenista atua na articulação com as forças de segurança e no apoio às comunidades.

O que se sabe até agora:

  • Os ataques teriam começado logo após o encerramento da votação do segundo turno, em 25 de outubro.
  • As denúncias envolvem ameaças em áudios e um incêndio em estrutura da aldeia Jaguapiré.
  • A Apib classificou o incêndio como criminoso e cobrou punição aos responsáveis.

O que falta esclarecer: se a PF já instaurou procedimento formal, quais são as linhas de investigação e se há medidas de proteção previstas para as lideranças que relataram as ameaças. Procurada, a corporação não confirmou se abriu inquérito sobre os casos em Tacuru.

Ameaças de envenenamento da água em Tacuru: áudios e reação

Uma das gravações divulgadas pela Apib contém a seguinte frase: "Tem que ponhar veneno na água, tem que matar essas pragas na água". O áudio é atribuído a um servidor do município de Tacuru e teria circulado em grupos de mensagem após o resultado das eleições.

Tacuru fica a cerca de 427 quilômetros de Campo Grande e abriga a aldeia Jaguapiré. Lideranças locais tratam a ameaça de contaminação da água com gravidade, porque atinge o abastecimento de toda a comunidade, incluindo crianças e idosos.

A Funai informou que repassou o material à PF. Não há confirmação oficial sobre a identidade do autor do áudio nem sobre eventual responsabilização administrativa ou criminal até o momento.

Incêndio na aldeia Jaguapiré: o que se sabe e o que falta apurar

Um incêndio atingiu estruturas na aldeia Jaguapiré. A Apib afirma que o incêndio foi criminoso. A comunidade relata clima de tensão após os episódios.

O caso da rezadeira Ñandesy Roberta, de 90 anos, é citado pelas entidades como exemplo da gravidade do que ocorreu na aldeia.

O papel da Funai e da PF na apuração dos ataques

Entender a divisão de atribuições ajuda a acompanhar o caso:

  • Funai: órgão indigenista federal, responsável por acionar as autoridades policiais, prestar assistência às comunidades e articular proteção.
  • Polícia Federal: responsável por apurar crimes de competência federal, entre eles ameaças a grupos indígenas. A apuração pode envolver perícia no local e oitiva de testemunhas.

Repercussão e cobrança por respostas das autoridades

A Apib divulgou nota sobre os episódios. O texto afirma: "Repudiamos todos estes acontecimentos e cobramos de todas as autoridades [públicas] competentes que nos ajudem investigando as pessoas, para que os responsáveis sejam punidos na forma da lei".

Lideranças indígenas sul-mato-grossenses, entre elas Voninho Guarani Kaiowá, cobram posicionamento das autoridades sobre os casos específicos de Tacuru.

Violência contra indígenas no MS: o que dizem os dados e as entidades

O Mato Grosso do Sul concentra um dos maiores números de conflitos por terra do país, segundo relatórios de direitos humanos. Entidades indígenas relatam subnotificação de casos e dificuldade de acesso à justiça, o que torna o acompanhamento das denúncias ainda mais sensível. A logística da fronteira e os projetos de infraestrutura, como a Rota Bioceânica e o que ela muda para MS, também entram nesse debate sobre território e presença do Estado.

A Funai afirma que mantém canais de denúncia e acompanha a situação em Tacuru. A PF não confirmou se já abriu inquérito sobre os episódios.

Linha do tempo do caso

  • 25 de outubro: segundo turno das eleições presidenciais reelege Luiz Inácio Lula da Silva.
  • Após 25 de outubro: áudios com ameaça de envenenamento da água circulam em grupos de WhatsApp em Tacuru.
  • Na sequência: incêndio atinge a aldeia Jaguapiré; Apib classifica o caso como criminoso.
  • Depois das denúncias: Funai aciona a Polícia Federal para apurar os ataques contra indígenas no MS.
  • Até o fechamento desta matéria: PF não confirma instauração de inquérito.

Perguntas frequentes

O que a Funai fez sobre os ataques contra indígenas no MS? A Funai confirmou que acionou a Polícia Federal para apurar os casos denunciados em Tacuru. O órgão também diz prestar apoio à comunidade da aldeia Jaguapiré.

Onde fica a aldeia Jaguapiré? Fica em Tacuru, município a cerca de 427 quilômetros de Campo Grande.

Quem é Ñandesy Roberta? É uma rezadeira de 90 anos da aldeia Jaguapiré, citada pelas entidades indígenas como exemplo da gravidade dos episódios registrados na comunidade.

A Polícia Federal já abriu inquérito? Até o momento, a PF não confirmou se instaurou procedimento formal sobre os casos em Tacuru.

O que diz a Apib sobre o incêndio? A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil afirma que o incêndio na aldeia Jaguapiré foi criminoso e cobra investigação e punição dos responsáveis.

O governo do Mato Grosso do Sul se manifestou? Até a publicação desta matéria, as autoridades estaduais não haviam se manifestado sobre os casos específicos denunciados em Tacuru. Para quem precisa resolver pendências eleitorais, vale consultar o guia de como justificar o voto em Mato Grosso do Sul.

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